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O Google recorreu da sentença nos EUA que declarou seu negócio de busca e publicidade como monopólio ilegal.

O Google recorreu da sentença nos EUA .




Tribunal federal dos EUA determinou que o Google tem um monopólio ilegal no mercado de busca online e de publicidade em pesquisas. Essa decisão vem de um processo antitruste movido pelo governo dos EUA (Departamento de Justiça) contra a empresa.

O juiz responsável concluiu que o Google utilizou acordos de exclusividade com fabricantes de celulares e navegadores (como Apple e Samsung) para manter sua posição dominante e dificultar a concorrência.

A sentença original não obrigou a venda de partes do negócio (como navegador Chrome), mas impôs remédios jurídicos — como compartilhar dados com concorrentes e permitir maior competição — para “restaurar a concorrência”.

Google diz que a Justiça "ignorou a realidade de que as pessoas usam o Google porque querem, e não porque são forçadas". O comunicado, assinado pelo vice-presidente de assuntos regulatórios Lee-Anne Mulholland, diz ainda que a empresa enfrenta intensa concorrência por conta do ritmo acelerado de inovação de empresas consolidadas e startups ditas como bem financiadas.

Google pediu a suspensão das medidas que obrigariam a empresa a compartilhar dados de busca e serviços de distribuição a concorrentes. O processo judicial em que a empresa recorre teve início em setembro de 2023, nos Estados Unidos, após acusações de monopólio e concorrência desleal contra a empresa líder no mercado de buscadores no mundo.

A Justiça entendeu em 2024 que a empresa violou a Lei Sherman, que trata sobre posição dominante ilegal e de publicidade associada. No ano seguinte, em 2025, empresas como Apple, Mozila e OpenAi foram consultadas para a definição de medidas corretivas contra Google.

 

Já em dezembro passado, o Juízo definiu as medidas, incluindo o compartilhamento de dados brutos. Apesar disso, a Justiça não obrigou a Alphabet, detentora do Google, de mostrar seus algoritmos e contratos de exclusividade com outras empresas.

 

A decisão desconsiderou depoimentos convincentes de fabricantes de navegadores como Apple e Mozilla, que afirmaram optar por destacar o Google por ele proporcionar a experiência de busca da mais alta qualidade para seus consumidores”

Lee-Anne Mulholland, Vice-presidente de Assuntos Regulatórios Google

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