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Três formas de como as marcas vão usar IA no marketing cognitivo

Atualizado: 13 de jan.

Por Guilherme Ubiali

A era da inteligência artificial já está entre nós. Nos últimos anos vimos avanços enormes na capacidade dos computadores de reconhecer e criar imagens e entender e reproduzir a voz humana. Isso só foi possível porque o poder de processamento cresceu muito e porque temos hoje volumes gigantescos de dados disponíveis. Quando juntamos esses dois fatores, os sistemas de IA se tornam muito mais eficientes.

“A IA e o marketing cognitivo mudam o jogo.”

Esse mesmo movimento já chegou ao marketing. O marketing cognitivo usa computação de alto desempenho, big data e aprendizado de máquina para melhorar resultados.

Mas afinal, o que é exatamente marketing cognitivo e como as marcas vão utilizá-lo?

1. Segmentar o público de novas maneiras Segmentar é essencial para falar com relevância com o consumidor. Até hoje a maioria das empresas trabalha com dados demográficos, colocando pessoas em blocos parecidos (homens vs mulheres, segmentação por idade, etc). A IA e o marketing cognitivo mudam o jogo, pois cruzam dados de diferentes fontes, como redes sociais, histórico de compras e comportamento online, e encontra padrões de comportamento que não seriam visíveis de outra forma.

Assim, em vez de enxergar uma mulher de 34 anos apenas como “mulher de 30 a 35”, o sistema pode classificá-la como “apaixonada por moda”, “demora três meses para decidir uma compra”, “viaja para Bangalore duas vezes por semana”. Algo praticamente impossível de montar e gerir sem o apoio da tecnologia.

2. Personalizar o conteúdo Com esses novos segmentos comportamentais, as marcas poderão personalizar a comunicação de forma muito mais precisa. Um mesmo conteúdo pode ser adaptado automaticamente para que cada pessoa receba uma versão diferente, construída a partir do que ela demonstra em redes sociais, buscas, atendimentos ou navegação.

No início das redes sociais a publicidade era direcionada ao cliente após ele pesquisar algo, ou clicar em um produto, hoje, você já deve ter percebido que parece que as redes sociais sabem o que você quer antes mesmo de você, você não precisa pesquisar “comida para cachorro”, quase que basta você pensar, pois é analisando outros comportamentos seus que é possível “prever” sua próxima compra.

3. Ajudar o cliente a tomar melhores decisões O benefício não é apenas da marca, o cliente também sai ganhando. Ao cruzar dados de várias fontes, a IA trabalhando com o marketing cognitivo consegue identificar necessidades não explícitas. Dessa forma a empresa oferece recomendações úteis.

Se o cliente está sensível a preço, pode receber a sugestão de um produto mais acessível. Se está sem tempo, pode ser informado sobre soluções que facilitem sua rotina. Se está passando por uma grande mudança, como casamento ou mudança de cidade, pode ser ajudado de maneira prática nesse processo.

Isso cria conversas mais relevantes, não apenas mensagens centradas na marca. E no fim das contas, gera confiança.

A IA permite o marketing cognitivo e representa um novo capítulo no relacionamento entre marcas e consumidores. Ele permite olhar para cada pessoa de forma única. Mais do que uma tendência tecnológica, é uma evolução natural do marketing para entender o consumidor e entregar valor de verdade.

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